Imagino-te sempre nos teus quarenta anos, gasta na pele e no espírito pelas muitas noites mal-dormidas de muito álcool e muitos amantes.
Imagino a tua vida vivida ao contrário, parecendo muito jovem no outono da vida e adulta na primeira infância, daquelas crianças com olhar intenso, de quem já viveu muito, como se ainda guardásses memórias de uma vida passada, fitando tudo e todos, não com curiosidade mas como se julgásses o mundo.
Anaïs
Um dia leram-me Alice Vieira
Passas despercebido
Por entre a inexistente multidão,
Quimera de pássaro verde
Que te esvais com o passar do tempo
E preenches com a tua cor o vazio
No qual me deito e sonho
Surreais e anacrónicos pesadelos. 2008
A idade da Inocência
“A célula B naive é uma célula B madura mas que ainda não encontrou o antigénio (…) E pode nunca encontrar, pode morrer no caminho… A maior parte das vezes as células B naive não encontram o antigénio”, dizia a desgravada de Imunologia.
Humpf!
Pobre, pobre, célula B.
[pensamento nerd do mês, I think I need a new heart, The Magnetic Fields]
